
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Encontro Gaúcho de Parkour

1°Encontro Portoalegrense de Parkour

A idéia é fazer um intinerante de treinos, organizado pelos traceurs que estão mais tempo treinando na região metropolitana....
Sábado:
A caravana vai partir da Zona Sul de PoA(Manhã - Região organizada pelo Traceur Manoloblackpow com obstáculos artificiais e parada para almoço) ...
Depois do almoço Um debate para trocar experiências e discutir a realidade da Modalidade na região e organizações de grupos etc...
A tarde Na Zona Norte intinerante pelos picos de treinos entre outros picos....
deve ser organizado pelos traceur que residem mais próximos desta região...
Domingo:
Pela manhã, a caravana se encontra na região central, e terá muitos picos para desbravar... Logo a idéia para domingo é de interagir com os picos no formato de Jogos... Runs, Vídeos, Fotos, brincadeiras de jogos(não é competição própriamente dito, é um reconhecimento de desempenho de técnicas, potências, freeStyle, resistência e habilidades) entre outras atrações...
Os jogos terão uma pontuação de 3 á 10 pontos, sendo que a pontuação final virá de uma votação geral dos inscritos e participantes do evento...
Terá um troféu de reconhecimento e participação para as melhores técnicas, os 5 traceurs melhores pontuados...Camisetas do encontro estarão a venda para participantes e curiosos...
Observação:
Para as Trauceses terá o mesmo formato de interatividade nos jogos com premiações especiais(devido ao número baixo de praticantes)
Para os grupos já formados pela região de PoA e grande PoA... Peço que levem uma camiseta para ser doada ao acervo de coleções que será organizada, fazendo sua representação com a lista dos traceurs do grupo.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
David Belle - Eu Salto de Telhado em Telhado - 2009
Aconteceu comigo de uma vez precisar escalar até o segundo andar e ajudar um cara que esqueceu as chaves. É idiota, porque estava bem ali. E sabia que a janela estava aberta. Ele só precisava pegar a chave. Então pediu pra mim, ''Você poderia...uh...?'' E eu: ''Claro que sim''.E então eu usei o que sei somente para abrir a porta dele. Mas se ele tivesse preparado... bom, isso tudo não teria sido um problema.
Se eu disser pra você que é assim, e estou certo que é, você nunca perderá. E isso é o importante. Então, agora, com o Parkour, você pode se machucar,ou o que for... mas não é porque mesmo eu, pessoalmente, amanhã, posso me machucar treinando Parkour... Isso pode acontecer sempre... mas apesar disso eu sempre acredito nos mesmos valores.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Parkour Power ToThe People
Tradução: Fernando
Existe um movimento, um movimento em massa, correr livre pelas cidades, transpondo obstáculos sem esforço, escalando ou se equilibrando em praticamente qualquer obstáculo em seu caminho.
Movimentos executados com uma força, velocidade e graça incríveis.
Isto é parkour. Uma revolução nas ruas, nos ginásios de esportes e nas paredes das cidades.
Lutando contra a ansiedade, chatice e supressão de movimentos: “caminhe, não corra”, “não fale”, ”sem jogos com bola” e definitivamente sem diversão.
Parkour pode liberar o poder da juventude e nós temos provas…
Os rebeldes se tornam auto-corrigidos e são redirecionados. A confiança é construída, as habilidades são desenvolvidas e os medos encarados.
Apatia e Agressão se transformam em Energia e Progressão! Gordura se torna massa muscular e tempo de crime é substituido por tempo de treino.
As viagens, o sucesso, recordes pessoais e sucesso do grupo, todos os níveis de habilidade e condicionamento são bem-vindos.
Gênero, etnia e CEP são irrelevantes. Respeite a si mesmo e aos outros. Construa pontes. Faça amigos e incentivem um ao outro. “vamos todos nos tornar fortes juntos”. Ninguem é deixado para trás.
Liberte o movimento, liberte as mentes, redefina o que é humanamente possível.
Apesar de se ter feito progresso existe muito mais a ser feito. Você deve se mover para melhorar... e o impulso do parkour está sendo construido todo dia.
Então questione-se “o que posso fazer para participar desta revolução?”
Passe a mensagem a todos que encontrar, explique, demonstre, repita.
Faça apresentações em escolas e grupos da comunidade, crie clubes de parkour, pule, se equilibre, escale sempre que tiver tempo. Comunique-se com amigos e treine como um grupo.
Liberte o movimento.
“use o ambiente para se manter condicionado””você não é tão velho para pular por aí!””Rompa com a condicionamento social e pegue este atalho””Mova-se da forma que quiser em público”
Conte à sua família, seus amigos, seus filhos e filhas. Ajude-os a ser o mais saudável e silenciosos que eles possam ser.
Espalhe a palavra, deixe o parkour ser visto e ouvido.
Você é um libertador do movimento humano!
terça-feira, 9 de junho de 2009
Contato!
Parkour Novo Hamburgo
Parkour Santa Maria
Parkour Sapiranga
Parkour Caxias do Sul
Parkour Ijuí
Parkour Lajeado
Parkour RS
Comunidade do Encontro Gaúcho de Parkour
Claro que não estão todas aí, mas logo estarei postando mais links para contatos!
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Metas Impossiveis
“As pessoas bem sucedidas têm êxito porque sabem onde querem ir. Você deve decidir o que você quer ser e o que você deseja alcançar.
A melhor maneira é estabelecer metas que lhe indicarão a direção certa. Metas também ajudar-lhe-ão a determinar quando você tiver chegado – ou se você saiu do rumo traçado.”
Esta frase é uma explicação resumida do significado da palavra “meta”.
Estou puxando esse assunto, pois depois de ter esta convivência com nosso amigo Leandro, que já se foi pra Brasília novamente! Estando com ele, percebi que por mais que eu treinasse, me esforçasse, tentasse chegar num limite físico e superá-lo, não iria me fazer evoluir, ser algo melhor, tanto como pessoa ou como tracer, mas sim, me sentiria cada vez mais fraco e cansado.
Conheci uma nova idéia, a idéia das “Metas Impossíveis”! Não é uma idéia onde nós tentaremos traçar metas que ninguém jamais traçou, ou tentar fazer algo realmente impossível, mas sim, tentar chegar num ponto onde nunca chegamos antes!
Baseado nisso, que em meu último treino resolvi finalmente por em prática e fiz um acordo comigo mesmo, onde deveria fazer 50 planches, em séries de 5 e seguir para 100 laches, onde no mínimo 10 eu terminaria com um planche.
Quando comecei a fazer meus planches, já estava com aquele pensamento: “Puts! Onde eu to com a cabeça! Isso é demais pra mim!”. Chegando na casa dos 40, já estava fazendo meio matado os planches e quase desistindo, mas foi quando terminei o quadragésimo e parei para descansar que percebi que se eu desistisse naquele momento, estaria quebrando um acordo que talvez mudaria todo meu modo de ser, viver, pensar e agir. Algo que tomaria conta amanhã depois, quando fosse tomar alguma decisão profissional, ou pessoal mesmo e lembrasse que se eu quebrei um acordo comigo mesmo, como eu seria com os outros?!
Descansei por aproximadamente uns 20 minutos e retomei os planches! Pronto, aquela fase da meta eu já teria comprido e pensei: “Bom, faltam apenas 100 laches com alguns seguidos de planche!”. Parei para descansar mais um tempo e encontrar algum lugar para fazer lache aqui perto de casa! Cheguei numa praça onde tem uma árvore com um lache de mais ou menos 8 pés. Não era muito alto, portanto não tive esforço para me pendurar, mas logo que o fiz, senti meus braços meio dormentes, dos planches que tinha acabado de fazer e pensei novamente: “Onde eu to com a cabeça achando que vou fazer isso!?!?!?!” e desci, sentei num banco e fiquei olhando para o céu! Lembrei do que li sobre metas e no que aprendi sobre traçar “metas impossíveis” e comecei a fazer os laches! Aparentemente fáceis os laches, cheguei rápido na casa dos 50 (uns 40 minutos ¬¬’) e lembrei que tinha dito que faria no mínimo 10 seguidos de planche!
Quando fui tentar o primeiro, o planche saiu completamente “tosco” digamos assim, e foram assim nos outros 9! Mas consegui, terminei os 10 que havia prometido, totalizando assim no treino, 60 planches! Faltavam 40 laches, mas segui em frente!
Hoje, dois dias depois desta vitória de ter feito uma primeira meta impossível, percebi que valeu a pena o suor, o cansaço e a dor! O que quero dizer é que não importa o que nós queremos fazer, mas que sempre saibamos que não estamos treinando para os outros, mas sim, para nós mesmos!
Leonardo Mendes – Parkour Porto Alegre
quarta-feira, 1 de abril de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
Lei das Médias
"300 cat-pass precisions nivelados. Isto que farei! Soou como um bom desafio para o tardar daquele dia. Faz um tempo que eu não me foco nesta técnica, então sinto que devo dar um pouco mais de atenção a ela esta noite.
Por todo o dia, o pensamento da próxima secção de treinamento passa pela minha mente, mas minha atenção está voltada para o que alguém me disse no começo da semana enquanto eu finalizava um precision, “Você vai cair e se machucar qualquer dia desses!” ela havia dito aquilo com um sorriso no rosto, e eu não podia deixar de imaginar... ela estava certa? Seria eu uma vítima da “lei das médias”, afirmando que algum dia, em algum lugar, eu iria errar um movimento básico e acabar me machucando seriamente? Era isto uma inevitabilidade que estaria além do meu controle? não era um pensamento agradável.
É frequentemente dito que os momentos mais perigosos em seu treino ocorrem enquanto você está executando as técnicas mais simples e apenas não está prestando atenção suficiente. Eu raramente ouvi falar de alguém que tenha se machucado seriamente ou errado um big jump onde estivesse totalmente focado e concentrado, então, o que eu poderia fazer para provar a mim mesmo que eu não era uma vítima? que eu estava de fato no controle da situação?! A resposta veio rápido, esta noite eu não erraria!
Então 300, se tornaram 300 em seqüência. Se eu errasse o precision, passasse ou não chegasse na outra mureta, se meus pés não permanecessem estáticos nela ou mesmo errando as mãos no momento do cat-pass, eu voltaria ao começo, do zero. Chamem isto de controle de qualidade... ou loucura – era provavelmente um pouco dos dois.
Quando eu cheguei ao local que eu havia planejado executar este experimento, não fiquei muito feliz em encontrar as paredes ensopadas. Úmido, escuro e escorregadio, com musgo surgindo das rachaduras, as paredes de arestas vivas me cumprimentaram com um brilho ensebado e eram ameaçadoras ao toque. Ótimo.
30 minutos mais tarde, depois de relaxar e aquecer, uma pressão interna começou a crescer dentro de mim a cada repetição sucedida. 3 tornaram-se 20, 20 tornaram-se 50, e o pensamento de ter que começar tudo novamente começou a me preocupar, tornando cada repetição mais assustadora que a anterior, a única maneira de opor-se a esta distração crescente era me forçar a tratar cada pulo como se fosse o primeiro da noite.
Eu ia focar minha total atenção sobre a ligação com a primeira mureta de maneira “limpa”, empurrar o suficiente e “aterrisar” na segunda, e permanecer ali. Por um tempo eu senti que as coisas estavam indo bem, mas conforme minha confiança aumentava, também cresciam minhas chances de erro.
Se realmente houve uma “lei das médias” não escrita, então quantas vezes eu deveria cair em 300 tentativas, dando-se as condições de umidade e falta de iluminação?
Duas horas se passaram quando eu atingi a metade do caminho, era 21:30 e eu havia gerido 150 cat-pass precisions nivelados, meus antebraços sentiam-se como chumbo, eu nem mesmo havia considerado o esforço físico que este desafio tomaria. Balançando-os um pouco, eu pensei sobre a técnica e descobri que era como estar na posição de flexão e empurrar com força suficiente para deixar o chão temporariamente, uma vez atrás da outra. Eu estava cansado, eu estava dolorido e eu sabia que embora fosse capaz de alcançar o ilusório numero 300, serial realmente doloroso ter de recomeçar tudo a qualquer momento.
Dez minutos depois eu recomecei o processo e a 151ª repetição veio de maneira estranha. Eu não estava bem certo de quanto eu havia descansado na breve parada e a técnica em si repentinamente pareceu estranha em minha cabeça. Chega de pensar! esta é apenas uma técnica simples.
Eu. Não. Posso. Errar. Agora.
200 repetições, neste ritmo eu acabaria as 23:00... 3 horas e meia depois de começar. Se eu errar agora pode ser que eu assista o nascer do sol sobre meu ombro mais tarde. Dou um pequeno sorriso enquanto penso que talvez isto seque um pouco as muretas, se não outras coisas.
280 repetições, meu cérebro havia se desligado, não havia mais pressão nenhuma. O processo era automático e apesar de meus antebraços implorarem por liberdade da punição, eu havia entrado em um ritmo. Eu iria passar sobre a primeira mureta, aterrisar na segunda, virar-me, saltar de volta, descer para o chão e alinhar-me para outra, repetindo a frase “permanecer reto, força média” em minha mente o tempo todo. Esta se tornou a minha maldição, havia começado vinte minutos antes e eu não podia parar agora. E se esta fosse minha sorte, minha chave para terminar isto?
Eu honestamente não sei se teria começado novamente caso houvesse errado, fisicamente, eu acho que não poderia agüentar outras 300, embora já houvesse aprendido a minha lição...
Não há lei que declare que um dia iremos errar, com concentração suficiente, foco suficiente, devido cuidado e atenção, nós podemos repetir uma simples técnica centenas de vezes por horas e não cometer nenhum erro. Acidentes acontecem e algumas coisas estão além do nosso controle, mas nós podemos reduzir drasticamente nossas chances de erro se tratarmos cada movimento como algo importante, algo que merece cuidado.
Ao fim, eu não realizei 300 cat-pass precisions.
O 301º foi para a simpática senhora que inspirou meu desafio daquela noite."
Post original: http://blane-parkour.blogspot.com/
Tradução por Maurício Dellazari Silveira (morrys.silveira@gmail.com)
(desculpem qualquer erro, 1ª tradução... além do mais só dei um ctrl+c e ctrl+v no google translator... hasiuhuiash. (mentira))
quarta-feira, 4 de março de 2009
Método Natural & Parkour
sobre a relação do Método Natural com o Parkour,e descobrir tais coisas como:
de onde vieram?ambos coicidem em suas filosofias e/ou seus métodos? e por aí vai...
Fui até Google,comunidades do Orkut e li sobre o assunto,abaixo segue resultados da
pesquisas e algumas coisas escritas também por mim:
"O Método Natural é,por conseguinte,a codificação,a adaptação e a gradação
dos procedimentos e meios empregados pelos seres vivos em estado de natureza
para adquirir seu desenvolvimento integral.[...] nenhuma cultura física dita
científica,fisiológica ou outra,jamais produziu seres fisicamente superiores
em beleza,saúde e força a acertos habitantes naturais de todas as regiões do
mundo: indígenas de todos os climas,negros da África,indígenas da Oceania etc."(Hébert, 1941)
Nascido em Paris(1875),Hébert tornou-se oficial da marinha destacado na cidade francesa de
Saint Pierre.Em 1902 a cidade cai,vitima de uma catastrófica erupção vulcânica e,
heroicamente coordena o salvamento e resgate de 700 pessoas.
Após isso Hébert,reforçando a sua crença que as capacidades atléticas devem ser
combinadas com coragem e altruísmo,sistematiza um método de treino para cultura física
padronizado nas habilidades indígenas que havia encontrado.
Comporta-se em características naturais:resistência corporal ao frio,endurecimento,
utilização do meio natural como terreno de exercício,exercícios utilitários,nudez
controlada.
Todo o trabalho toma por base a utilidade das ações e representa um retorno à natureza
adaptado à vida urbana moderna e concernente às atividades práticas da vida em sociedade.
Hébert acentuava, em suas propostas de educação, a necessidade de ser forte, definindo
que “ser forte” significa se desenvolver não só de maneira completa, mas útil.
“Etre fort pour être utile” ou “Ser forte para ser útil”
Acho que já,apartir dessa frase se pode tirar opiniões relacionadas ao Parkour.
Ser forte não está inteiramente ligado ao físico do praticante,mas também a sua
mente,ao seu modo de pensar e agir em cada situação,e além de tudo,ser altruista.
Pode se dizer então,que o Parkour seria tanto uma aplicação física,como mental
do Método Natural,em questão de movimentos,que visam fuidez,velocidade sem perda
de energia e tudo relacionado ao respeito a altruismo.
Hébert criticava a especialização em somente um tipo de exercício corporal,e sim
que deveria ser o melhor possível em cada um deles,mantendo um equilibrio.
Pela mesma,assim deduz uma série de 10 grupos de exercícios:
1-marcha 2-corrida 3-salto 4-quadrupedia 5-trepar 6-equilíbrio 7-lançamentos
8-trasporte 9-defesa 10-natação.
Raymond Belle(pai de David) teve contato direto com o MN no treimento dos bombeiros
militares na frança,e que durante a Guerra do Vietnã,ajudou civis e militares usando
técnicas do que futuramente seria melhor adaptado para o Parkour.
Sendo assim,Raymond,forjou seu filho viril,moral e fisicamente,de forma que,
depois de anos David Belle desenvolveu o Parkour,adapatando-o para o meio urbano e
com alguns acréscimos de movimentos e da própria filosofia do MN para o PK.
Enfim:
-No senso puramente “físico”, o Método Natural promove as qualidades de resistência
orgânica, muscularidade e velocidade, em função de poder andar, correr, pular,
movimento quadrúpede, escalar, andar em equilíbrio, arremessar, levantar,
defender-se, e nadar.
-No senso “viril” ou energético, o sistema consiste em ter energia suficiente,
força de vontade, coragem, frieza, e fermeté (“firmeza”).
-No senso “moral”, a educação, pela elevação das emoções, conduz ou mantem a
fibra moral de uma forma útil e benéfica.
Método Natural, no seu sentido mais abrangente, precisa ser considerado como o
resultado dessas três forças em particular; é uma síntese do físico, viril e moral.
Reside não só nos músculos e na respiração, mas acima de tudo na “energia” que é usada,
na determinação que direciona e no sentimento que guia.